Vivemos hoje rodeados pelo fácil acesso a informação. Nunca, na história da humanidade, tivemos tanto acesso à informação como agora! Apostamos todas as nossas fichas no avanço da tecnologia e isso tornou as nossas relações com o mundo extremamente dinâmicas. Mas, como toda escolha, tivemos que arcar também com renúncias. Renunciamos nossa essência. Mas algo está para mudar…

Estamos caminhando para uma nova era. Sim – a Era Digital se foi. O mundo Pós-Digital se apresenta. Essa nova era anuncia uma mudança na forma como aprendemos e nos relacionamos. Tudo o que é e for padronizado ou repetitivo está e será, cada vez mais, substituído por máquinas.

Prepara-se! Pois o seu emprego pode estar em risco! Se você faz alguma atividade repetitiva e padronizada, tenha certeza que o seu trabalho será substituído por máquinas, e ela certamente o fará muito melhor do que somos capazes de fazer. Ok! As máquinas vão dominar as atividades repetitivas e padronizadas. E nós? O que vamos fazer?

O papel do ser humano nessa nova era é “ser humano”.

Como assim?! – Eu explico! Algumas atividades, orientações, interesses e até mesmo a nossa própria ignorância nos afastam da nossa autoconsciência. Nos afastam da nossa essência e até nos fazem sentir estranheza em relação à atitude de ser um humano.

Como estudante de Engenharia, escuto muito falar em avançar a tecnologia para a humanidade, mas me incomoda bastante saber que poucos questionam sobre como podemos impulsionar a humanidade para a tecnologia.

É chegada a hora de depositarmos mais fichas em nós! Essa nova era inaugura espaço para colocarmos em prática habilidades que nos fazem membros exclusivos dessa categoria chamada humanidade. E nós, metamakers, acreditamos que a criatividade é a habilidade que impulsiona a humanidade para frente.

‘Fazemos nós mesmos’ é a postura ativa que adotamos aqui na Metamaker para os desafios dessa nova era. É a nossa maneira de encarar contextos diferentes e ir em busca de soluções criativas. ‘Fazemos nós mesmos’ é o empreendimento comunitário de criação de um mundo melhor.

Acreditamos que devemos responder aos desafios de uma nova era com soluções criativas. A criatividade é o caminho para avançarmos a educação, e iluminamos esse caminho quando fazemos nós mesmos.

A metáfora do conhecimento em camadas

“Especialistas presos nos próprios buracos”… Esse é um dos grandes problemas que enfrentamos na Educação. Isso acontece porque muitos acreditam que para compreender melhor sobre algo é necessário ter em mãos o objeto de estudo e cavar um buraco cada vez mais fundo. Dia após dia, cavamos mais fundo e mais fundo até não termos mais luz da superfície.  Mas há algo que sempre acontece com os cavadores de buraco – eles sempre encontram uma pedra. E por passarem tanto tempo presos no escuro e não enxergarem mais a superfície, a inabilidade de pedir ajudar se apresenta.

Precisamos lidar com o que queremos entender na superfície. Nossa fonte de inspiração está na superfície. Aqui, temos acesso às pessoas e as ideias que não chegariam sozinhas aos buracos escuros. O grande segredo é saber alternar entre cavar e ascender. Precisamos aprender compartilhar da superfície e criar portais para nossas descobertas.

A verdade é que aprendemos quando alternamos entre cavar e ascender. Aprendemos quando nos conectamos, quando voltamos para a superfície com nossas descobertas. E não teríamos descobertas se não tivéssemos ajuda para remover as pedras e fazê-las o caminho.

O conhecimento é criativo quando se dá em camadas. Cada camada compõe um novo universo. Camada após camada, fazemos nós mesmos.  E o aprendizado acontece quando giramos em torno daquilo que queremos entender. Quando pedimos ajuda. Quando impulsionamos nossa essência. E quando, juntos, buscamos soluções criativas para os desafios do agora!

Você concorda comigo? Então vamos continuar este debate, nos comentários abaixo!