Vivemos em um mundo que está mudando mais rápido do que nunca e enfrentando desafios que são imprevisíveis. O celular, por exemplo. Inventado em 1973, o aparelho era maior que um telefone doméstico sem fio daqueles mais velhinhos. Desde lá, por quantas transformações ele já não passou? O tamanho, o design, a capacidade, as funções, basicamente tudo. O melhor aparelho hoje já será ultrapassado por um melhor no próximo ano. Serão mais funções e tecnologias inovadoras. Tudo para suprir necessidades que, muitas vezes, você ainda não tem, mas o analista de tendências da Apple está com os olhos no futuro e já sabe que você terá.

Essa capacidade de inovar está cada vez mais valorizada. Não é por acaso que corporações, educadores, pessoas de mais diferentes ocupações estão tão interessadas em criatividade. Os desafios a que somos submetidos são frenéticos e exigem interpretações e ideias inovadoras.

O problema é que a criatividade não é algo que possa ser simplesmente ligada com um botão, ela precisa ser desenvolvida através de incentivo, pessoal e também das práticas educativas.

O que ocorre na realidade? 

O modelo de educação atual parece caminhar na direção contrária de princípios básicos que fazem o ser humano se desenvolver. Ele se baseia em um método em que o professor fala e você escuta, o professor fornece o conteúdo que você deve estudar, as perguntas são padronizadas, todos os alunos seguem um mesmo modelo, que não os enxerga como individuais dentro de uma grande diversidade.

O que esperar desse modelo? Conformidade ou originalidade?

O modelo de educação que vai ajudar no desenvolvimento da criatividade precisa valorizar a diversidade, já que os seres humanos são naturalmente diferentes e diversos. Muito além da aparência, as pessoas são distintas nas personalidades, nos interesses, nas habilidades. E é papel da educação incentivar que os estudantes explorem e busquem as próprias aptidões, que sejam curiosas para procurar informações, conteúdos e não só estudar o que a elas for designado pelos professores. Uma coisa não impede a outra. É importante ter regras educacionais e um currículo a ser seguido, até mesmo porque as pessoas precisam saber ler, escrever, interpretar as palavras. Porém, também é muito importante encorajar a capacidade dos estudantes e valorizá-las como individuais.

O estímulo à criatividade na educação

A criatividade é descrita por estudiosos como imaginação aplicada. Consiste no processo de colocar sua própria imaginação para funcionar e ter ideias originais que tenham valor ou utilidade. Mas como desenvolver a imaginação se você não é incentivado a pensar por conta própria? Se os caminhos já são dados?

A educação deveria ser encarada de um jeito novo. As escolas deveriam ter programas de ensino que desenvolva e encoraja atitudes essenciais para enfrentar desafios. Uma das características essenciais é a inovação. Além da capacidade de tomar decisões e a exploração de caminhos diferentes para resolver um mesmo problema. As pessoas são diferentes e deveriam ser estimuladas como tal. Dar oportunidades para os alunos brincarem, explorarem, identificarem e perseguirem as próprios questões os ajudaria a pensarem de forma diferente uns dos outros. Essencial também é a prática, usar a tecnologia e problemas atuais para desafiar e criar um ambiente que encorajador à tomada de riscos para obter resultados.

A habilidade de imaginar e inovar

Como seres humanos, nós temos um extraordinário poder: a habilidade de imaginar. Isso nos diferencia como espécie e nos dá a possibilidade de inovarmos. E nesse caminho não existe uma alternativa errada. Porque todos os caminhos levam a um aprendizado, geram a experiência de aprender.

Se as instituições de ensino são lugares que inibem o pensamento não convencional e estimulam uma cultura onde os alunos têm medo de falhar, então a inovação e a criatividade serão inibidas. Se o pensamento original e criativo tem menos ênfase e não é estimulado, ocorre um comportamento oposto. De buscar uma maneira adequada, aceita,  tradicional, já testada e que o resultado é conhecido e garantido. Isso porque os alunos estão com medo de errar e ser condenado por isso. Se eles estão com medo de testar algo novo, então eles nunca irão criar nada original.

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